sexta-feira, 26 de junho de 2009

O fantasma do momento

O desemprego que era apenas a quarta maior preocupação global há dois ano atrás consolidou-se como o tema que mais está atormentando a população.
De maio de 2007 a novembro de 2008, a preocupação sobre o desemprego subiu 42%.
Paulo Cidade, diretor da Ipsos Public Affairs no Brasil, diz que as ondas da pesquisa ajudaram a entender como a agenda mundial vai se transformando conforme um evento com a magnitude da crise econômica que se desenrola. Antes dessa tormenta, a preocupação maior era a pobreza, corrupção e a violência.
Os problemas surgidos após o debate de várias instituições financeiras, em especial nos Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão, fizeram o relatório da Ipsos. Não é feito apenas de más notícias. Mostra que, apesar de uma pequena queda no geral em relação a novembro de 2008, a confiança do consumidor global começa a se estabilizar, com nítidos sinais de otimismo em países como a Itália, em que o porcentual das pessoas que acham que a economia está muito boa aumentou. Os EUA também mostram uma leve reação.
“O fato de os EUA registrarem esse crescimento é bastante significativo, pois sinaliza esperança em relação à economia, que o pior já passou. Lá, as pessoas viram a crise muito de perto e se mostravam pessimistas no levantamento anterior. É exatamente o inverso do que aconteceu com o brasileiro.”
Segundo o analista trata-se de um ajuste de expectativa de quem está tendo plena consciência dos efeitos da crise com atraso em relação à maioria dos países. O pessimismo na avaliação da economia é esperado, pois no fim de 2008 e começo de 2009 tivemos muitas demissões. Mesmo com a recuperação de alguns empregos em maio, o desemprego continua sendo uma polemica.
Chineses e indianos acreditam na economia de seu país. O país que mais confia em si mesmo em questão da economia e sobre os mercados financeiros é a China. Os italianos são os que menos confiam no gigante asiático.

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