segunda-feira, 6 de abril de 2009

Comentários sobre a rede mundial de computadores

A rede mundial de computadores (internet) além de tornar-se cada dia mais comum traz à tona diversas polêmicas.
Ela nos proporciona muitas possibilidades de conhecimento e interação com pessoas de todo o mundo, o que à primeira vista é muito positivo. Porém, justamente pelo fato de seu acesso não ser limitado, há maior facilidade no surgiento de problemas como plágios, pedofilia, apologia a atos ilícitos, fraudes bancárias, entre outros.

Entrevista sobre a crise mundial.

Entrevistado: D. A. S.

1. O que é esta crise mundial?

A crise teve início nos Estados Unidos, em 2004, no setor imobiliário, tudo porque havia uma pequena crise financeira naquele país, e o Banco Central americano decidiu reduzir o valor dos juros imobiliário para 1% (com intuito de restabelecer a ordem financeira), estimulando então a compra de imóveis.

Com o valor dos juros tão baixo, financiadoras e empresas imobiliárias começaram a ter muita demanda, aconteceu que todas as classes estavam comprando estes imóveis, inclusive os de baixa renda.

No ano de 2006, o preço dos imóveis começou a cair (devido à quantidade de demanda), os juros aumentaram, e as pessoas já não conseguiam mais pagar pelos imóveis, as pessoas não conseguiam crédito para pagar as dívidas, por causa da inadimplência.

Passaram então a investir em aplicações que rendessem menos, renda fixa ou até mesmo em poupança, e deixaram de investir em aplicações de risco, e também deixaram de investir na bolsa de valores, gerou um efeito-cascata, afetando as bolsas de valores de todo o mundo.


2. O Brasil está inserido nesta crise?

Está inserido sim, pois com a queda do valor do dólar, chegando a menos de R$1,70, algumas empresas brasileiras que exportam, viram o número das suas exportações diminuírem. As empresas estrangeiras que tinham anterior à crise certa receita, passaram agora a ter outra muito menor, levando estas empresas a importar menos, gerando consequentemente aqui no Brasil, demissões e falências, para suprir a falta verba.

Aconteceu também de os bancos ficarem temerosos de os consumidores consumirem menos por causa da crise, fazendo-os aumentarem as taxas de juros, para suprir a suposta diminuição de movimentos financeiros que era anunciada por causa da crise.

As empresas brasileiras reavaliaram seus projetos de investimento, passaram a investir menos na bolsa de valores, pois pensaram que se a crise chegasse ao Brasil, não poderia haver perda de dinheiro, começando então a investir em aplicações previsíveis e sem risco.


3. A bolsa de valores interfere no cotidiano?

Interfere, porque o valor do dólar tem uma relação direta com os resultados da bolsa de valores, quando as ações diminuem, o dólar aumenta. Com a baixa do dólar, as importações vão de vento em poupa, por outro lado, as exportações estão cada vez pior, com empresas demitindo funcionários e até mesmo declarando falência.

Os valores de mercado e as taxas de juros estão aumentando, e o povo pode comprovar os resultados da bolsa de valores nas ruas, com os preços dos produtos baixando ou aumentando, com o nível de desemprego, com os impostos e com a economia como um todo.


4. Com o que nós precisamos nos preocupar?

Precisamos ter cautela, pois ainda não sabemos se a crise um dia afetará o Brasil a ponto de termos que mudar a nossa forma de vida. Então no momento devemos fugir ao máximo de financiamentos, porém, se preciso, não se deve financiar produtos de valores muito altos, ou em muitas prestações, pois a qualquer hora a empresa que fez o financiamento pode passar por problemas financeiros devido à crise e provavelmente irá colocar os juros lá em cima.

Deve-se gastar o mínimo possível, fala-se em ter menos de 30% da sua renda mensal comprometida com financiamentos e parcelamentos de longo prazo.

Resumindo, devemos ter um planejamento financeiro, ou uma boa adminis-tração orçamentária. Guardar dinheiro na Caderneta de Poupança no momento parece ser a melhor forma de não perder dinheiro, por ser a de menor risco a curto e longo prazo.